O vereador e líder do governo na Câmara Municipal de Criciúma, Marquinho Machado (MDB), usou a tribuna na Câmara Municipal para fazer um desabafo sobre o atual momento político do MDB em Santa Catarina. Além de cobrar uma renovação profunda na liderança do partido, o parlamentar subiu o tom e deixou aberta a possibilidade de deixar a sigla caso os rumos do Manda Brasa não sejam alterados.
Marquinho falou sobre o desempenho de candidaturas apoiadas por ele, como a do deputado estadual Fábio Botelho (Podemos) e do deputado federal, Rafael Pezenti (MDB), ambos eleitos no dia 4 de outubro.
No entanto, ao destacar o fato de o partido ter ficado fora do segundo turno na disputa ao governo do Estado pela terceira eleição consecutiva, Marquinho ironizou a situação: ‘Nós já podemos pedir música no Fantástico’ – expressão que ganhou fama nacional quando jogadores marcavam três gols ou mais numa partida e podiam pedir música no quadro de esportes do Fantástico.
Segundo o vereador, os maus resultados do MDB catarinense se devem ao apego a práticas e métodos ultrapassados.
‘Nós ainda estamos presos em discursos do passado. Nós ainda estamos fazendo política como se fazia em 1990, em 1980, nos anos 2000. Não dá mais para quem não disputa eleição, para quem já está perdendo eleição há muito tempo, ficar dando pitaco na eleição estadual.
Nós vimos pessoas dizendo para o MDB tomar um rumo que tomou, pegando avião e indo para os Estados Unidos, sem ficar em Santa Catarina e sem fazer uma agenda de campanha. E aí culpam lideranças que, ao contrário do que o partido decidiu, faziam a sua carreira solo e o seu caminho porque acreditavam no projeto.
Então, é importante que o MDB de Santa Catarina faça essa reflexão: do jeito que está, não dá mais para ficar. E, se continuar do jeito que está, eu acho que é o momento efetivamente de pensar em sair e criar um outro rumo’, concluiu o parlamentar.