O deputado federal Ricardo Guidi (PL-SC) reforçou sua ofensiva contra as restrições de segurança do Governo Federal ao declarar apoio ao projeto que tramita na Câmara para sustar o decreto do presidente Lula, de 2023, que limita o uso de armas e impõe barreiras territoriais à atuação policial. A proposta, de autoria do deputado Marcos Pollon (PL-MS), é peça-chave para uma das principais frentes de atuação de Guidi em Santa Catarina: o fortalecimento e o armamento de elite para as Guardas Municipais.
“Eu defendo a criação da Guarda Municipal em Criciúma e em outras cidades que ainda não possuem uma guarda bem equipada, com fuzil e Glock. A gente não pode ficar refém da bandidagem”, afirmou o parlamentar, destacando que a sociedade não pode ser prejudicada por limitações impostas por Brasília.
Ele destaca que o uso de armamento de alto desempenho por guardas municipais já ocorre em cidades polo de Santa Catarina, mas ressalta que o atual decreto federal gera uma insegurança jurídica que trava o investimento de prefeitos na área. O projeto agora avança nas comissões da Câmara dos Deputados, onde o parlamentar deve mobilizar apoio para derrubar as regras do Palácio do Planalto e garantir maior autonomia bélica e operacional às guardas municipais do estado.
Deputado já defendeu a causa em sua campanha para prefeito
O deputado também defendeu a criação da Guarda Municipal em Criciúma, em 2024, quando disputou a eleição para prefeito de Criciúma e consolidou a pauta em sua plataforma política. À época, o tema gerou polêmica já que o seu principal opositor, Vagner Espíndola (PSD), adotou linha contrária, seguindo a orientação de Clésio Salvaro, seu principal cabo eleitoral e prefeito que deixaria a prefeitura após dois mandatos consecutivos, contrário à implantação de guarda municipal, no cidade. Ricardo Guidi sustenta que a corporação precisa de poder de fogo para enfrentar a criminalidade.
