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Nova postura, alfinetadas e planos: o que disse Jorginho Mello em sua 1ª entrevista após reeleição

06/10/2026

Jorginho Mello não ficou surpreso ao alcançar quase 70% dos votos já no 1º turno da eleição deste ano. Pelo menos foi isso que o governador reeleito disse, durante a entrevista que concedeu para Maga, Sol e Upiara, nesta segunda-feira, um dia após o resultado da votação. ‘Deu o (resultado) que a gente imaginava. A gente tava fazendo pesquisas’.

Foto: Gabriela Ferrarez.

Ele também falou sobre planos de governo para o segundo mandato, como as oito clínicas de reabilitação que planeja implantar em cada região do estado. Jorginho criticou também o atual modelo de debate entre os candidatos que, segundo ele, não permite que propostas sejam levadas ao eleitor, já que se perde muito tempo com ataques pessoais.

Ele citou a votação expressiva da deputada federal Júlia Zanatta, que fez quase meio milhão de votos, e alfinetou o MDB ao dizer que ‘sempre sabia que ela ia ser mais votada, mas não que fosse fazer mais votos do que o próprio MDB, no total’.

Maga: Governador, a sua reeleição em primeiro turno, depois desse contexto de 2022 (quando foi eleito em chapa pura), o senhor sente que a partir de agora isso é um divisor de águas na sua trajetória política pela maneira como a própria classe política de Santa Catarina olha pro senhor?

JM: Eu acho que sim. Você veja bem, estavam do outro lado (na chapa de João Rodrigues), fazendo força pro outro candidato, sete governadores que estavam trabalhando, torcendo e ajudando e arrumando voto, né? E a população entendeu que não era para ser. Eles não tiveram força suficiente para fazer a candidatura prosperar, criar corpo. E tinha o apoio do governador Moisés, o apoio do governador Colombo, o apoio do ex-governador Pavan, o apoio do Paulo Afonso, o apoio do Esperidião, do Jorge Bornhausen, do Eduardo Moreira, tinha sete governadores na outra chapa.

Maga: E onde eles erraram, na sua percepção, na construção da candidatura?

JM: Ah, eles subestimaram a minha capacidade de trabalho. Eu sou um homem humilde, simples, sou corajoso e arrojado. E eles não quiseram enxergar a transformação que Santa Catarina está tendo, porque eu tô fazendo coisa que eles deixaram meio estragar há muitos anos’.

‘Acharam que uma junção de partidos resolve a eleição. Você junta partidos, mas não junta votos. Fizeram um aglomerado de partidos, mas espremeu e não saiu votos’.

Nova postura

Entrevistas são sempre interessantes porque é possível captar informações para além daquilo que foi dito pelo entrevistado. Foi o caso da entrevista de ontem, com Jorginho Mello. Em 2022, foi eleito pela primeira vez, em chapa pura, após não conseguir agregar o apoio de partidos tradicionais como PSD, PP e MDB. Quatro anos depois, foi reeleito em 1º turno, com quase 70% dos votos. O governador de primeiro mandato teve uma postura diferente da postura que deverá permear seu segundo governo. Agora, Jorginho tem o fator ‘urna’ para saber o tamanho que tem cada partido e seus representantes e não deve ter o mesmo ‘bom humor’ com os adversários que teve nos primeiros quatro anos.

Assista à entrevista completa no YouTube.