Falta pouco mais de um ano para as eleições do ano que vem, mas o assunto está em pauta há muito tempo, talvez antes, até, da eleição municipal do ano passado, já que o resultado que viria das urnas em 2024 também seria levado em conta no ano que vem.

Em Santa Catarina, uma das principais perguntas a ser respondida para 2026 é: PL e PSD estarão juntos ou serão adversários? Para Topázio Neto, prefeito de Florianópolis e um quadro importante do PSD, essa pergunta já está respondida há algum tempo. Ele não esconde sua preferência pela composição entre os dois partidos.
Durante pouco mais de uma hora de conversa, a coluna ouviu do prefeito de Florianópolis, eleito em 2024 no primeiro turno, com votação expressiva, sua avaliação sobre a disputa do ano que vem para o governo do estado em Santa Catarina. Na opinião dele, o atual governador Jorginho Mello (PL) vai chegar ao período de campanha com “muita entrega para os catarinenses”.
Além disso, Topázio considera que o PL já conseguiu atrair partidos importantes no cenário político, como é o caso do Podemos, União Brasil e Progressistas, além do MDB e do Republicanos. Com isso, ele acredita que compor com o partido do governador agora, para buscar a vaga de governador daqui a quatro anos, é a articulação ideal. Segundo ele, seria uma “eleição água abaixo”, expressão usada na política para exemplificar uma eleição fácil.
Ainda conforme a leitura do peessedista, a tendência é de que Jorginho deixe o governo no último ano de sua gestão, caso seja reeleito, para buscar uma vaga ao Senado. Desse modo, se o PSD compor com Jorginho, poderá sentar na cadeira de governador um ano antes da eleição de 2030.
Júlio Garcia é o nome defendido por Topázio para a vaga de vice
Ao ser questionado sobre quem seria o nome do partido para a chapa desenhada por ele, Topázio não fez firula: trata-se de Júlio Garcia, deputado estadual e atual presidente da Alesc. Essa não é a primeira vez que ele defende o nome de Júlio para a vaga.
“Nós temos a chance de colocar o Júlio de vice do governador. Imagina uma chapa Jorginho e Júlio?”, disse, animado. “Ele estará encerrando a carreira política dele, depois de muitos mandatos de deputado, sendo eleito com 76 anos e terminando o mandato (como governador) aos 80.” Topázio argumentou que, daqui a três anos, o nome do PSD para concorrer possa ser o de João Rodrigues, atual pré-candidato a governador pelo partido.
Recentemente, João Rodrigues teve uma sutil mudança de postura com relação a Jorginho Mello. Sutil, mas não imperceptível. João continua em pré-campanha, porém tem feito gestos públicos importantes na direção do atual governador, como quando ligou para Jorginho e fez questão de sua presença no lançamento da Efapi Chapecó, no mês de julho, num hotel em Florianópolis.
“Meu amigo”
Por falar em gestos públicos, na última terça-feira (12), durante a cerimônia de posse da nova diretoria da Uvesc, na Assembleia Legislativa, ao se referir e cumprimentar Jorginho Mello, também presente no evento, Júlio Garcia disse: “O meu amigo, governador Jorginho”.
O tempo dirá para onde o vento vai levar todos os gestos políticos feitos publicamente. Enquanto isso, Topázio deve estar sonhando acordado e pensando: “Júlio, seja vice do Jorginho. Nunca te pedi nada”.