Usando uma camiseta com a frase “o pix é do Bolsonaro. O Master é do Lula”, o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), deu o pontapé inicial na pré-campanha em Santa Catarina.
Um ato partidário, realizado no norte de Florianópolis, na tarde fria e chuvosa deste sábado marcou o encerramento de sua passagem por Santa Catarina, depois de dois dias no estado. Deputados estaduais, federais, pré-candidatos e o governador Jorginho Mello ciceronearam Flávio no principal evento do partido deste ano.
Antes do início da apresentação da chapa majoritária ao público presente, Flávio concedeu entrevista à imprensa.
Durante a conversa, o pré-candidato ressaltou que “pesquisas recentes apontam que o eleitor quer saber se (os candidatos) ao Senado são a favor ou contra o impeachment de ministros do Supremo”. Flávio disse ser “pessoalmente” contra a reeleição e que, caso seja eleito, pretende pautar o assunto já no início de seu governo. “E se o fim da reeleição não for aprovado?”, perguntou um colega da imprensa. “Eu sou contra a reeleição, mas quatro anos eu também acho pouco. Essa é uma discussão que tem que ser feita no Congresso Nacional”.
Flávio voltou a criticar a reforma tributária aprovada no atual governo e disse que “infelizmente não se simplificou nada. Juntaram-se alguns impostos, com alíquotas altíssimas”, respondeu. Questionado se as recentes denúncias envolvendo o senador Ciro Nogueira (PP) poderiam impactar a intenção de ter o Progressistas em sua chapa, o presidenciável disse que Ciro é acusado de crimes graves, mas que ele “tem a sorte de ter o ministro André Mendonça na relatoria do caso no Supremo, alguém que vai aplicar a lei sem perseguição, diferente do que fizeram com Bolsonaro”. E prosseguiu: “A negociação com os partidos continua. A federação (União e Progressistas) tem grandes quadros”.
Perguntei a ele sobre o cenário político da direita em Santa Catarina, que passou por alguns episódios recentes de turbulência e que agora tem dois pré-candidatos disputando votos, em tese, em campos políticos similares.
“- Quantos candidatos de direita tem em Santa Catarina?”
“- Um. O candidato de direita de Santa Catarina é Jorginho Mello, que faz um governo excepcional”, respondeu.
Durante seu discurso ao público, entre os assuntos que tratou, Flávio falou sobre o combate ao feminicídio e disse que “Lula não fez nada para proteger as mulheres”.
“O número de feminicídios aumentou 7% no governo Lula. Nós vamos proteger vocês”, disse.
Durante toda a agenda, Flávio fez questão de exaltar, além da gestão de Jorginho Mello, a chapa majoritária do PL-SC, especialmente os candidatos ao Senado, que têm Carlos Bolsonaro e Carol de Toni como os nomes do partido na disputa. O filho 01 de Jair Bolsonaro volta para casa hoje deixando a impressão de que não pretende medir esforços para fortalecer a pré-candidatura de seu irmão Carlos. Essa talvez tenha sido a mensagem subliminar mais evidente durante sua passagem pelo estado.
A coletiva está disponível no instagram em @magastopassoli e também em @upiara.
