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Estratégia de voto útil da esquerda para o Senado pode beneficiar Esperidião Amin

27/09/2026

Faltando uma semana para o 1º turno da eleição de 2026, a disputa ao Senado em Santa Catarina tem sido o ponto alto da campanha. Nesta eleição, o estado catarinense terá direito a eleger dois senadores. Entre os principais candidatos na disputa estão: Afrânio Boppré (PSOL), Antídio Lunelli (MDB), Carol de Toni (PL), Carlos Bolsonaro (PL), Décio Lima (PT), Esperidião Amin (PP), e Jeferson Rocha (PRD).

Segundo as pesquisas divulgadas na última semana, Carol, Esperidião e Carlos lideram as intenções de voto. Esse cenário acendeu um alerta no campo da esquerda, que passou a advertir seus eleitores sobre o risco de a divisão dos votos ou a adesão ao voto útil, fazendo com que o campo progressista corresse o risco de não eleger nenhum representante ao Senado.

O que é voto útil

Trata-se de uma estratégia eleitoral em que a pessoa deixa de votar no seu candidato preferido e escolhe outro candidato com mais chances de alcançar um determinado resultado, como garantir uma vaga ou impedir a vitória de um adversário. A estratégia difere do voto por preferência, no qual se escolhe o candidato de maior afinidade ideológica, independentemente das chances eleitorais.

O fenômeno do voto útil debatido por representantes da esquerda ganha força diante do desempenho de Carlos Bolsonaro nas pesquisas. O filho de Jair Bolsonaro tem pontuado de forma competitiva nos levantamentos, o que faz a tese do voto pragmático circular entre os eleitores.

Isso significa que uma parcela do eleitorado de esquerda ou de centro pode cogitar destinar um de seus dois votos a Esperidião Amin, ou a outro nome de centro-direita tradicional, com o objetivo de dificultar a eleição de Carlos Bolsonaro.

Vale lembrar que, nesta eleição, o eleitor precisará escolher dois candidatos diferentes para o Senado. Não é possível votar duas vezes na mesma pessoa. Se o eleitor repetir o número do mesmo candidato, o primeiro voto será validado e o segundo será automaticamente anulado pela Justiça Eleitoral. É nessa dinâmica do duplo voto que a disputa ganha contornos decisivos e imprevisíveis.

Com Carol, Esperidião e Carlos liderando as intenções de votos, conforme as pesquisas oficialmente divulgadas, os candidatos do campo progressista podem ter dificuldades em concentrar votos ou, até mesmo, em garantir uma das cadeiras.

Isso ocorre porque, embora esteja entre os primeiros colocados nas pesquisas, Carlos Bolsonaro também registra altos índices de rejeição no estado. O cálculo estratégico de parte do eleitorado é tentar equilibrar as chances: usar um dos votos no seu candidato de preferência no campo progressista e usar o outro voto de forma pragmática em Esperidião Amin, para tentar dificultar a eleição de Carlos Bolsonaro.

A conferir se a tese irá se concretizar e qual será o impacto da estratégia na eleição do próximo domingo.