A propaganda eleitoral é permitida a partir do próximo domingo, dia 16 de agosto. No rádio e na tv, somente a partir do dia 28. É quando os eleitores vão conhecer as propostas dos seus candidatos e os respectivos números na urna.
Até lá, muitos candidatos seguem correndo contra o tempo para os ajustes finais, principalmente no quesito documentação exigida pela legislação eleitoral. Mas esse é um problema dos candidatos. Nós, meros mortais, já temos os nossos problemas para cuidar.
Debate ofuscado
O primeiro debate entre os candidatos ao governo de Santa Catarina foi promovido pela NDTV, na tarde do último sábado. Mas o encontro acabou ofuscado por algumas razões, entre elas, a ausência do governador e candidato à reeleição, Jorginho Mello (PL).
Desse modo, debateram os candidatos João Rodrigues (PSD), Gelson Merísio (PDB) e Ralf Zimmer (PRD). Com a ausência de Jorginho, a conversa girou em torno de temas relacionados à gestão estadual, porém sem o contraponto do governador. Além disso, a treta entre Flávio Bolsonaro e Ana Campagnolo ocupou o noticiário no fim de semana, deixando o debate em segundo plano.
Ausência do governador
A equipe de campanha de Jorginho Mello já havia informado, há pelo menos duas semanas, que o governador vai participar de quatro debates, todos durante o calendário oficial de campanha. Portanto, era de conhecimento da emissora e dos adversários que o governador não compareceria.
Evento do PL em Jaraguá do Sul
Na tarde de sábado, enquanto acontecia o debate, o governador participava do ato de filiação do prefeito de Jaraguá do Sul, Jair Franzner, ao PL.

Casos de família
O episódio deste fim de semana do Casos de Família, no caso, família Bolsonaro, rendeu um unfollow de Flávio em Ana Campagnolo. Aproveitei e fiz uma varredura para ver quem segue quem.
Voto da Júlia é casado
O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) negou o pedido de liminar apresentado por um vereador do PSOL, que tentava retirar do ar publicações da deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) e impedir a utilização do slogan ‘Meu Voto é Casado’, usado pela deputada e por seu marido, o candidato a deputado estadual Guilherme Colombo.
Ao rejeitar a liminar, o TRE-SC também reafirmou que a Justiça Eleitoral deve atuar com prudência e mínima intervenção no debate político durante a pré-campanha, preservando a liberdade de expressão e restringindo manifestações apenas quando houver evidente violação da legislação eleitoral.
O voto da Júlia segue casado. Com ela.
Marcos Vieira reúne o time no Oeste
O deputado estadual Marcos Vieira reuniu apoiadores em Maravilha, no Grande Oeste catarinense. Segundo os organizadores, nos dois eventos realizados no último sábado, Marcos reuniu duas mil pessoas.
A propósito, na próxima legislatura, Marcos Vieira passa a ser o parlamentar com mais tempo de Assembleia Legislativa e o mais experiente da Casa. Ele lidera esse ranking ao lado do atual presidente, Júlio Garcia (PSD), que concorre a uma vaga na Câmara dos Deputados, em Brasília. Marcos Vieira tem 72 anos e Júlio, 76.

Suplente de Amin
Esperidião Amin definiu seu segundo suplente. É Eni Voltolini (PP). A chapa liderada por João Rodrigues (PSD) é a única, nesta eleição, formada apenas por homens. Eni também é de Joinville, a exemplo do primeiro suplente de Carol de Toni.
Falta de ingrediente político na chapa de Carol de Toni
A escolha do advogado Geraldo Wetzel Neto, de Joinville, para ocupar a primeira suplência de Carol de Toni, candidata ao Senado, foi vista com ressalvas por algumas lideranças do PL.
‘A escolha de um suplente precisa agregar voto’, admitiu um interlocutor ouvido pela coluna.
A leitura nos bastidores é de que Carol deveria ter articulado uma chapa com pelo menos um nome de peso político para fortalecer sua candidatura ao Senado, já que a disputa com outros nomes fortes do cenário não deve ser das mais fáceis. Na segunda suplência, o escolhido foi o empresário Andrey Tomazi, de Blumenau.
Outra leitura de bastidor é de que Carol teve, inicialmente, duas eleições com características diferentes da eleição deste ano. Ela foi eleita deputada federal em 2018 e reeleita com facilidade em 2022, embalada pela Onda Bolsonaro, em um cenário mais confortável do que o da eleição atual.
‘Vencer uma eleição é diferente de ganhar uma eleição. Vencer é quando você precisa fazer todas as contas possíveis para chegar o mais perto possível das chances de se eleger’, confidenciou umas das pessoas ouvidas pela coluna.
A disputa ao Senado nessa eleição ganhou proporções de super disputa com nomes de peso na corrida pelas duas cadeiras de Senador disponíveis para Santa Catarina. Carol de Toni (PL), Carlos Bolsonaro (PL), Esperidião Amin (PP), Antídio Lunelli (MDB) e Décio Lima (PT), são os principais nomes na disputa.
Segunda-feira é dia de Bancada Apartidária. Sol Urrutia, Upiara Boschi e eu te esperamos às 20h, no canal do Upiara no Youtube.