Coluna da Maga: operação do Gaeco; Antídio embaralha o Senado; o vídeo de Amin; Jorginho fala sobre perfis fakes

07/07/2026

Ontem à noite, durante o evento de lançamento da Rede de Rádios DSC, capitaneada pelo empresário Daniel Xavier, na capital, conversei com alguns políticos que passaram por lá. Entre eles, o senador Jorge Seif (PL), o deputado estadual Fabiano da Luz (PT), os pré-candidatos a deputado estadual Gean Loureiro (União Brasil), Bruno Souza (PL) e Leatrice Bez (MDB), além do assessor do senador Esperidião Amin, Renan Schlickmann, representante do parlamentar no evento.

Fiz, basicamente, a mesma pergunta a todos eles para tentar entender, pela ótica deles, como o atual momento político catarinense está sendo visto onde mais interessa: na rua, entre as pessoas.

“A polarização ainda é sentida nas ruas? Como as pessoas percebem a disputa para o governo do estado nas agendas que você faz pelo estado?”, foram os questionamentos.

Em geral, as respostas foram bastante parecidas e podem ser resumidas assim: a polarização persiste, e a disputa para o governo ainda não chegou ‘na ponta’.

Ouvi de um deles que a polarização não recuou e nem deve recuar. “O que ocorre é que o eleitor tem tido menos empolgação em demonstrar seu voto, mas, quando chega à urna, ele continua votando 22 ou 13”, disse um deles (22 ou 13, em referência à polarização).

“Noto que as pessoas ainda não estão discutindo eleição. Esse assunto só interessa para a gente”, disse outro. É o reflexo do exercício da humildade: enquanto uma pequena parcela de pessoas briga em praça pública para defender seu político, o cidadão comum não tem interesse pelo tema.

Falando em Gean

Conversei brevemente com o ex-prefeito da capital, Gean Loureiro, para saber sua expectativa para a eleição. Ele é pré-candidato a deputado estadual. Diferentemente de 2022, quando foi candidato a governador e enfrentou dificuldades no pleito por não ser conhecido estadualment,e como ele mesmo me disse à época, nesta eleição Gean ‘joga em casa’. Ele trabalha para figurar entre os mais bem votados do Parlamento catarinense e disse que mira em 60 ou 70 mil votos.

Outro assunto que circulou na noite de ontem foi a disputa ao Senado, considerada uma eleição à parte em SC. As dúvidas dos mortais giraram em torno da pré-candidatura de Antídio Lunelli (MDB) e de quem ele pode tirar votos. Sobre isso, por enquanto, não há consenso. Enquanto uns acreditam que ele ‘prejudica’ a candidatura de Amin, outros defendem que ele tira votos mesmo é de Carlos ou de Carol.

“A disputa é boa e não há nada garantido. O único problema seria se João Rodrigues declinasse e fosse ao Senado. Aí, tiraria Amin do jogo”, confidenciou outro. A possibilidade de JR mudar a rota na disputa é -1.

Falando em Amin

Voltou a circular nesta segunda-feira um vídeo publicado pelo perfil @imbituba360, no Instagram, em que Esperidião Amin diz que ‘Jorginho escolheu a melhor parceria possível, não apenas para ganhar a eleição’. Ele se referia à escolha de Adriano Silva como vice de JM.

O teor das declarações me fez procurar a assessoria do senador para entender o contexto do vídeo. Fui informada de que ele foi gravado em fevereiro deste ano, em Joinville, durante a posse da Ajorpeme. Não é atual, mas certamente vai virar assunto durante a campanha.

Outra coisa que não tem passado despercebida entre os pedestres das redes sociais é a postura adotada por Esperidião nos últimos tempos. Depois de algumas declarações que deram trabalho para sua equipe, o senador mudou o tom. Em vez de declarações que, eventualmente, precisem ser DESditas num futuro breve, ele tem focado em falar de seu mandato. A coluna percebeu a mudança.

Jorginho alerta sobre páginas fakes

O governador Jorginho Mello fez uma publicação em suas redes sociais falando sobre a decisão do Tribunal Regional Eleitoral, que mandou suspender os anúncios patrocinados feitos por uma página chamada “Bolsonaristas SC”, que, segundo Jorginho, produzia conteúdos com o objetivo de atacá-lo.

A publicação apontou que a página citada gastou quase meio milhão de reais com os anúncios. “Tá na cara que é dinheiro de corrupção. Não têm nem coragem de assinar. É tudo fake”, disse Jorginho.

Gaeco e a operação ‘Pão e Circo’

O Gaeco acordou cedo nesta terça-feira e visitou alguns prefeitos, ex-prefeitos e algumas prefeituras. Segundo informações repassadas pelo Ministério Público, a operação apura a existência de um cartel formado por empresários do setor de eventos que, ao longo dos anos, estruturaram e colocaram em prática um esquema de fraude em licitações para eliminar a concorrência, manipular preços e dominar o mercado de shows com artistas de renome nacional.

Além das fraudes, empresários e agentes públicos recorriam ao pagamento e ao recebimento de propina para viabilizar o esquema e à lavagem de dinheiro para ocultar os valores obtidos com as irregularidades.

Ao todo, estão sendo cumpridos 50 mandados de busca e apreensão em 19 municípios — 18 catarinenses e um gaúcho — e um mandado de prisão preventiva contra um empresário. Em Santa Catarina, as diligências ocorreram em residências e órgãos públicos em Abdon Batista, Apiúna, Aurora, Bombinhas, Brusque, Canoinhas, Governador Celso Ramos, Indaial, Itaiópolis, Itapema, Laurentino, Mafra, Palhoça, Porto Belo, Pouso Redondo, Santa Terezinha, São Bento do Sul e Três Barras.

Também houve cumprimento de mandado em Porto Alegre (RS). As medidas foram autorizadas pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), uma vez que a investigação envolve pessoas com foro por prerrogativa de função.