Desde o resultado da eleição de 2026, o MDB-SC está no centro das análises sobre o que levou à diminuição do número de representantes, tanto em Brasília quanto na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Embora tenha mantido um volume bastante parecido no total de votos recebidos, quando se compara 2026 a 2022, como relembrou o deputado federal reeleito, Rafael Pezenti, as circunstâncias são outras. De três cadeiras federais, o partido agora só tem uma. Em 2022, foram eleitos o próprio Rafael, além de Valdir Cobalchini e Carlos Chiodini.
Nesta eleição, um dos fatores surpresa foi a não reeleição de Cobalchini. Já Chiodini acabou sendo candidato a vice-governador, ao lado de João Rodrigues (PSD). Na Alesc, a bancada emedebista também diminuiu duas cadeiras, comparando as duas últimas eleições. Essa soma de fatores levanta questionamentos sobre os próximos passos do partido.
Único federal eleito
Rafael Pezenti, o único deputado federal do partido na próxima legislatura, dobrou sua votação, o que também o coloca como alternativa à presidência da sigla. Tudo isso, claro, se Carlos Chiodini, atual presidente do MDB, decidir não permanecer no comando do partido.
Polenta quente
Na tarde desta terça-feira, fiz contato com Rafael para saber se ele considera a possibilidade de assumir a presidência, em alguma circunstância.
‘– Oi, Maga, tudo bem? Nenhuma novidade. Ainda não sentamos pra discutir isso. A polenta tá quente demais pra se servir.’
Na sequência da conversa, perguntei se, caso surgisse o convite, aceitaria.
‘– Não sei. Tem muita coisa para colocar na balança.
Uma coisa é certa: eu trocaria a caneta por um isqueiro se assumisse a presidência. E não acho que o MDB esteja preparado para isso.’
A figura de linguagem adotada pelo parlamentar para justificar a cautela ao tratar o assunto é compreensível. Rafael Pezenti é o emedebista mais de ‘direita’ dentro do partido em Santa Catarina, e seu perfil de atuação, caso seja conclamado à presidência, é outro. A frase escolhida para responder minha pergunta é uma evidente crítica à forma como o partido tem se posicionado nas últimas eleições.
O atual
Carlos Chiodini, atual presidente estadual, tem evitado dar declarações públicas após as eleições. Nas redes sociais, sua última publicação foi no dia 20 de outubro, quando escreveu na legenda de uma foto: ‘O nosso compromisso com Brasília é garantir que os recursos federais cheguem direto na ponta, fortalecendo a saúde, estradas e os municípios catarinenses’.
Antes da conversa de hoje, entrevistei Pezenti no dia 16 de outubro. Assista no link a seguir:
https://www.instagram.com/reel/Dejo35-RIhX/?srtk=MTdnMnJ3aTZhOWtmaA%3D%3D