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Bastidores da disputa pela presidência da Alesc; dois grupos articulam a cadeira; Jorginho nos três estados do Sul

20/10/2026

A campanha de alguns interessados pela presidência da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, começou antes mesmo da eleição estadual. Mas será após o 2º turno que as conversas vão avançar. Já trouxe aqui os nomes dos parlamentares interessados em sentar na cadeira mais poderosa do Parlamento: Ana Campagnolo, Camilo Martins e Carlos Humberto, todos do PL, além de Fernando Krelling (MDB). Outros nomes também estão cotados, mas, por ora, mais para compor a mesa do que necessariamente para ser presidente.

O que sugeriu Jorginho

O governador Jorginho Mello tem conduzido a primeira disputa interna de seu partido pós-eleição à sua maneira, ou seja, ciscando para dentro. Interlocutores têm dito que ele tem orientado a bancada dos liberais a buscar consenso, primeiro no partido, para depois buscar os votos dos demais parlamentares. Também tem dito que o tema será tratado com mais atenção após o 2º turno, domingo que vem.

Quem não quiser construir partido pode sair

Jorginho tem dito também que o PL terá a presidência da Alesc, seja nos primeiros anos ou nos dois últimos, se o mandato for dividido em biênios, e que, assim que o partido definir esse nome internamente, todos os deputados da sigla devem votar nessa pessoa. Segundo fontes ouvidas pela coluna, a ordem é: ‘quem não quiser votar no nome escolhido pelo partido pode sair’. Será o equilíbrio entre consenso e disciplina partidária.

Nomes do PL na disputa

Ana Campagnolo e Camilo Martins são os dois nomes mais fortes entre os liberais, neste momento, na briga pela presidência. Se Ana conseguir articular a maioria dos apoios da sigla e chegar à presidência, será a primeira vez que uma mulher ocupará a função. Em 192 anos de existência, isso nunca aconteceu.

Ana Campagnolo (PL), Fernando Krelling (MDB) e Júlio Cesar (PSD). Foto: Daniel Conzi/Agência Alesc.

Dois grupos articulam a presidência

Dois grupos políticos articulam a escolha da presidência da Alesc. Um deles, é representado por bolsonaristas, e, segundo interlocutores, incluem telefonemas a alguns parlamentares do PL, do Senador eleito, Carlos Bolsonaro, que entrou em campo, sutilmente. O motivo é a rusga com Ana Campagnolo, desde o ano passado. ‘E o outro grupo, quem seria, Maga?’. Esse eu só te conto depois da definição hehehe.

E o MDB?

O MDB também almeja ocupar a função. A informação de bastidor é de que Jorginho tem citado alguns nomes que deverão compor a mesa diretora, como Jerry Comper (MDB), Pepê Collaço (PP) e Fernando Krelling (MDB). Fernando, inclusive, figura na lista de presidenciáveis há bastante tempo, em razão da construção partidária feita com Jorginho, mesmo estando no MDB.

Fernando Krelling, atual vice-presidente da Casa, treinando para entrar em campo, se for preciso. Foto: Gustavo Willamil/Agência Alesc.

Jorginho nos três estados do Sul

Na última semana, o governador catarinense cumpriu uma maratona intensa de compromissos em atos de apoio ao candidato a presidente de seu partido, Flávio Bolsonaro. Na quarta-feira, Jorginho foi a Porto Alegre, para uma mobilização expressiva que contou com a presença do presidenciável, além dos governadores eleitos do PL, Sergio Moro (PR) e Luciano Zucco (RS). No sábado, ciceroneou os governadores eleitos em Florianópolis, durante uma motociata realizada na Beira-Mar. No mesmo dia, viajou até Curitiba, onde também aconteceu uma mobilização no centro da capital paranaense.

Jorge em Curitiba, no último sábado. Fotos: Marllon Legnaghi PL-SC.

Jorginho ‘sócio’ da vitória

A mobilização nos três estados do Sul foi capitaneada por Jorginho Mello e coloca o governador como uma das principais figuras políticas da região e ‘sócio’ da vitória de Flávio, caso ele seja eleito no próximo domingo. Além disso, ele poderá atuar como uma espécie de conselheiro de Flávio, numa eventual vitória. Caso isso não aconteça, ainda assim, Jorginho ultrapassou as divisas de Santa Catarina e se manterá no cenário como protagonista da eleição de 2026.

Falando em 2º turno (e em debates)

Você que lê esta coluna com alguma recorrência já sabe que esta colunista é crítica do atual modelo de debates. O de domingo, realizado pela Band, provou que a logística desse tipo de encontro entre os candidatos não faz mais nenhum sentido. Quando o programa em si vira mais assunto do que as pautas abordadas, é sinal de que o jornalismo propriamente dito falhou. Pensar que a Band não avaliou essas possibilidades beira o cinismo.

A responsabilidade pelo que vimos na tela da TV não é dos candidatos. Eles apenas dançam conforme a música. Um formato ‘cansado’, uma repercussão baseada em memes e ‘lacres’ e nada de proveitoso. A eleição de 2026 também será lembrada por isso.