Ana Campagnolo fala sobre a expectativa de votos e diz que terceira eleição é a mais difícil

08/09/2026

Detentora da maior votação da história de Santa Catarina, a deputada estadual, Ana Campagnolo vai disputar a sua terceira eleição. Eleita em 2018, reeleita em 2022 e candidata a mais um mandato, ela é uma das figuras mais influentes do PL no estado.

Recentemente, durante um evento conservador em Florianópolis, conversei com a parlamentar sobre sua expectativa para as eleições deste ano.

Perguntei, por exemplo, se ela se sente pressionada a aumentar sua votação, já que em 2018 fez 35 mil votos e em 2022, quase 200 mil. Ana Campagnolo projetou uma votação menor e justificou dizendo que a ‘a terceira eleição é sempre a mais difícil’.

Três características de um político

Na entrevista, Ana Campagnolo afirmou que um político precisa reunir três características principais: coragem, coerência e constância. Segundo ela, a coragem é especialmente necessária diante dos riscos de processos judiciais e do julgamento nas redes sociais e na mídia para quem defende determinadas posições.

Ana também criticou políticos que, segundo ela, adotam o discurso de direita sem conhecer ou manter coerência com os princípios que dizem defender. Citou como exemplo parlamentares que se identificam com a direita, mas apresentam propostas que considera incompatíveis com o conservadorismo e o liberalismo.

Pressão para aumentar votação

Na disputa pela reeleição, a deputada disse que não trabalha com a expectativa de repetir os cerca de 196 mil votos obtidos na eleição anterior e afirmou que 100 mil votos já representariam um resultado expressivo e suficiente para colocá-la novamente entre os mais votados. Ela também destacou que considera a terceira eleição a mais difícil, por exigir a manutenção do eleitorado conquistado anteriormente.

Ao avaliar o cenário político, a deputada rejeitou a ideia de que a esquerda esteja ‘desesperada’, como alegam alguns representantes da própria direita. Para ela, o campo progressista mantém forte organização e influência em sindicatos, universidades, entidades, parte da mídia e instituições. Na avaliação da parlamentar, a direita ainda precisa estudar mais, melhorar sua organização e ter maior preparo para defender as próprias ideias.

A entrevista completa tem cerca de dez minutos e está disponível no Youtube.