A divulgação ou não dos resultados de uma pesquisa tem razões que a própria razão desconhece. Na semana em que dois institutos fotografaram o momento, como gostam de ressaltar, a política catarinense deu, supostamente, resultados timidamente diferentes.

A Quaest assustou Carol de Toni (PL) e seu time mais próximo. A pesquisa apresentou dados que colocaram Esperidião Amin (PP) em primeiro lugar na corrida ao Senado, Carlos Bolsonaro (PL) em segundo e ela, em terceiro lugar. Os números foram divulgados na segunda-feira, pela NSC, que foi quem contratou a pesquisa e foram amplamente discutidos no podcast Bancada Apartidária, apresentado por Upiara Boschi, Soledad Urrutia e eu, toda segunda-feira, às 20h. Assista aqui.
No mesmo dia, o perfil do governador e candidato à reeleição, Jorginho Mello (PL), fez uma publicação comemorando os números que davam a ele 50% dos votos, com possibilidade de definir a eleição em 1º turno.
João Rodrigues, na Quaest, surgiu com 17% dos votos. Ele também não repercutiu o resultado. Já Esperidião, líder, segundo a pesquisa, fez duas publicações comemorando o resultado. Carlos e Carol não tocaram no assunto.
Pesquisa Neokemp
Ontem, quarta-feira, o jornal Correio do Povo divulgou uma pesquisa feita pelo Instituto Neokemp. Nela, quem lidera a corrida ao Senado são Carol e Carlos, seguidos por Amin. Já na disputa pelo governo, a NeoKempp trouxe dados que apontam Jorginho com 51% e João com 22%. A margem de erro da pesquisa é de 3%. Veja a pesquisa completa ao final desse texto.
Dessa vez, os dados apresentados não foram ‘comemorados’ pelos candidatos.
Vale destacar que a ‘fotografia’ da Quaest levou preocupação à campanha de Carol de Toni, conforme apurado pela coluna. No entanto, também é válido lembrar que, nessa disputa pelas duas vagas ao Senado, não há motivos nem para ‘jogar a toalha’, nem para ‘ficar contando com o ovo’ (você sabe onde), cedo demais. O que Carol precisa é retomar o fôlego que teve quando brigou para ser candidata e que se perdeu no caminho com a presença recorrente de Carlos Bolsonaro no estado, dando a entender que ela deveria cumprir uma agenda aprovada por ele.
No mais, é eleição, amigos e amigas. E todos os elementos até aqui fazem parte do jogo.
Vai começar a campanha na TV e no rádio
Faltam 38 dias para o 1º turno da eleição. Na televisão e no rádio, o horário eleitoral gratuito começa nesta sexta-feira, dia 28. A expectativa é grande para saber qual será o tom adotado pelas campanhas majoritárias. Pelo que se viu até aqui, é possível prever que, inicialmente, os candidatos devem apostar em contar a própria história para, num segundo momento, mirar em seus adversários.
Programas de TV ainda são capazes de definir uma eleição?
A eleição de 2026 é a eleição mais digital até o momento. Mesmo assim, é grande a expectativa sobre o impacto que os programas que os candidatos levarão para a televisão terão no resultado da eleição. A mídia na TV ainda é capaz de definir uma eleição?
Aliás,
Por falar em comunicação, uma das habilidades atribuídas a João Rodrigues sempre foi sua capacidade de se comunicar. Desde a pré-campanha, há a expectativa sobre seu desempenho tanto nos debates promovidos pela imprensa quanto nos programas que irão ao ar. Sem um marqueteiro nomeado para a função, João aposta em sua experiência em outras campanhas para definir o próprio caminho em sua primeira eleição para governador.
Por outro lado,
Jorginho Mello, por sua vez, aposta numa estratégia que não começou ‘hoje’. Há quase dois anos, o governador deu uma guinada no estilo de sua comunicação e, desde então, aumentou seu alcance e popularidade. Ele chega no período da campanha propriamente dito, com um perfil definido por estrategistas e deve manter o mesmo tom.
Nesse quesito, o governador fez uso do famoso bordão ‘errar rápido, corrigir rápido’, quando substituiu o primeiro secretário de Estado da Comunicação, nomeado por ele no início do governo. Boa parte da popularidade do atual governador é fruto de uma forma de se comunicar alinhada com 2026 e não com 2010.