O prazo estipulado pela legislação eleitoral brasileira para a realização das convenções encerra nesta quarta-feira, dia 5 de agosto. Até lá, muita gente vai dormir com um olho no peixe e outro no gato. É que ainda tem jogo (mas não muito).
Tirando a definição dos dois suplentes de Antídio Lunelli e de um de Esperidião Amin, o restante das equipes, ou melhor, das chapas, está posto. Mesmo assim, melhor ficarmos atentos, porque nunca se sabe.
Denominei este 1º de agosto de ‘super sábado’, porque não havia outra forma de definir as convenções realizadas no dia. Os partidos com mais representação na Alesc se reuniram para oficializar candidaturas e apoios.
PSD
O PSD jogou com o que tinha. A chapa que se desenhou não foi uma escolha inicial e, sim, formada pelas circunstâncias. O MDB acabou vice na chapa de oposição ao governo, que abrigou o partido com três secretarias ao longo da atual gestão. Chiodini perdeu a vaga de vice de Jorginho e virou vice de João Rodrigues. Jorginho teve seus motivos para fazer o ajuste na chapa, enquanto João teve motivos para mudar de opinião sobre ter o MDB consigo e chamar Chiodini para compor.
Na convenção de sábado, o PSD escolheu um local mais modesto do que os que costuma utilizar em seus encontros partidários, famosos pela grandiosidade e pelo público. Local menor, mas não menos significativo. A Assembleia Legislativa é comandada por Júlio Garcia, integrante do partido.
A presença de Jorge Bornhausen, com quem João chegou a ter um pequeno desentendimento que quase resultou em sua desistência de concorrer, deu a impressão de que o assunto está superado e de que o que vale é o time. Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, também marcou presença e deu ainda mais peso político ao evento.
Passada a convenção, o foco da chapa agora é a realização do lançamento da candidatura, inicialmente marcado para acontecer no dia 22 de agosto.
PL
O Partido Liberal de Santa Catarina cresceu aos olhos vistos desde 2022. Naquela disputa, Jorginho Mello chegou a ser motivo de ironia entre os adversários e foi apelidado de ‘Sozinho Mello’, pela dificuldade de atrair partidos para sua chapa.
Em 2026, o tamanho do partido se refletiu também no evento de sábado. Se a convenção foi organizada para causar impacto, a missão foi alcançada. Mais de dez mil pessoas ocuparam a Arena Opus, que tem capacidade para 17 mil pessoas.
Na coletiva, perguntei ao governador e candidato o que mudou entre o Jorginho de 2022 e o de 2026.
‘O que muda é o timaço de partidos que nós temos junto conosco hoje e o trabalho feito. Naquela época, eu mostrava expectativa e esperança, agora eu tenho o que apresentar. SC sabe o que a gente fez. Eu tenho trabalho para mostrar. Eu tenho apoio político, coisa que eu não tinha em 2022, e o trabalho feito’, respondeu.
Em resumo, não será tarefa das mais fáceis enfrentar a força política e a organização partidária do candidato à reeleição, mesmo com Jorginho dizendo que ‘não tem eleição ganha’.