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Saiba quantos deputados estaduais e federais os partidos de SC pretendem eleger nesta eleição

22/06/2026

“Quantos deputados estaduais e federais o seu partido pretende eleger em outubro?” Foi essa a pergunta que fiz aos presidentes dos partidos com representatividade na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, para levantar quais são as pretensões das siglas nas eleições gerais deste ano.

Sob a imagem de Jesus na Cruz, as cadeiras vazias do parlamento catarinense. A imagem é do arquivo da própria Alesc, de 2017 e foi feito pela fotógrafa Karina Ferreira/AgênciaAL. É uma maneira subjetiva de dizer que não há vácuo no poder. No que depender dos dirigentes partidários, por exemplo, faltarão cadeiras em 2027.

A coluna ouviu os presidentes do PL, PSD, MDB, União Progressista, PT, Republicanos, Podemos, Novo, PSOL e PSDB. Respectivamente, são eles: Bruno Mello (neste caso, vice-presidente do partido), Eron Giordani, Carlos Chiodini, Fábio Schiochet, Fabiano da Luz, Carmen Zanotto, Paulinha da Silva, Eduardo Ribeiro, Alcilea Medeiros e Marcos Vieira.

Faltando pouco mais de três meses para a eleição, os dirigentes partidários dormem e acordam com a caneta e a calculadora nas mãos, calculando o melhor caminho para atingir os objetivos, muitas vezes audaciosos, de cada sigla. De olho na composição das bancadas federal e estadual, as projeções revelam não apenas o tamanho da ambição das agremiações, mas também ajudam a medir o espaço que eles acreditam poder ocupar no cenário político catarinense a partir de 2027.

PL

Hoje, o PL é a maior força política de Santa Catarina, com sete deputados federais e a maior bancada da Assembleia Legislativa, com 14 deputados. Essa configuração é resultado da movimentação dos parlamentares durante a janela partidária, período legal para troca de partido sem perda de mandato.

O PL elegeu 11 deputados estaduais e seis federais em 2022. Com a entrada e saída de parlamentares, ampliou as duas bancadas. Bruno Mello, vice-presidente estadual da sigla, informou à coluna que a meta é eleger entre 14 e 15 deputados estaduais e sete federais. Traduzindo: o partido pretende manter o número de vagas já conquistadas e, se possível, ampliar sua presença na Alesc. É como se, para o PL, parte da eleição já tivesse acontecido durante a janela partidária.

MDB

O MDB, por sua vez, trabalha com uma estratégia de manutenção. A legenda possui atualmente três deputados federais e seis deputados estaduais, formando a segunda maior bancada da Alesc. A meta é manter a representação na Câmara Federal e ampliar levemente a presença no Parlamento catarinense, alcançando entre seis e sete cadeiras. A projeção é do presidente estadual do partido, Carlos Chiodini.

PSD

O PSD aparece entre os partidos com maior expectativa de crescimento. Hoje, a sigla conta com quatro deputados estaduais e não possui representantes na Câmara Federal. O partido chegou a eleger dois deputados federais em 2022: Ricardo Guidi e Ismael dos Santos. Ambos deixaram a sigla. Ricardo migrou para o PL para disputar a Prefeitura de Criciúma em 2024. Já Ismael também ingressou no PL durante a janela partidária deste ano.

Por esse motivo, o PSD atualmente não possui representantes na Câmara dos Deputados. Segundo o presidente estadual da legenda, Eron Giordani, a meta para a próxima legislatura é eleger dois deputados federais e ampliar a bancada estadual para seis parlamentares.

PT

No campo da esquerda, o PT também projeta expansão. Atualmente, o partido possui dois deputados federais e quatro deputados estaduais. Fabiano da Luz, presidente da sigla, trabalha com a meta de eleger três deputados federais, disputando uma possível quarta vaga, e ampliar a bancada estadual para cinco ou até seis parlamentares.

Federação União Progressista

A União Progressista, federação formada por PP e União Brasil, também aposta em crescimento. Hoje, as duas siglas somam um deputado federal e cinco deputados estaduais. A projeção é eleger entre dois e três deputados federais e alcançar uma bancada de cinco a seis deputados estaduais, conforme destacou o presidente, Fabio Schiochet.

Republicanos

O Republicanos estabeleceu uma das metas mais ousadas entre os partidos catarinenses. Atualmente, possui dois deputados federais e dois deputados estaduais. A presidente estadual, Carmen Zanotto, projeta eleger três deputados federais e ampliar a bancada da Assembleia Legislativa para cinco parlamentares.

Podemos

O Podemos talvez apresente o crescimento proporcional mais expressivo entre as siglas que divulgaram projeções. O partido elegeu três representantes em 2022. Após a janela partidária, porém, a bancada encolheu e hoje conta com apenas uma parlamentar estadual. Atualmente, a sigla não possui representação na Câmara dos Deputados. Segundo a presidente estadual, Paulinha da Silva, o partido pretende conquistar duas vagas federais e eleger quatro deputados estaduais.

Novo

Por essa, talvez nem o Novo de Santa Catarina esperasse. De partido nanico, passou a ocupar a vaga de candidato a vice-governador na chapa do atual governador e pré-candidato à reeleição, Jorginho Mello (PL).

Com um deputado estadual e um federal, o presidente estadual Eduardo Ribeiro afirma que a meta é eleger dois deputados federais e quatro estaduais. Trata-se de um objetivo ousado para um partido que ainda precisa superar desafios importantes, entre eles a cláusula de barreira.

PSOL

O PSOL detém atualmente uma cadeira na Assembleia Legislativa. A pretensão do partido, conforme a presidente estadual, Alcilea Medeiros, é manter a vaga e buscar uma segunda cadeira. Questionada sobre as metas para a Câmara dos Deputados, ela respondeu: “Nossa prioridade é a chapa estadual. Para federal vamos ter chapa completa para consolidarmos o PSOL pelo estado e fica mais difícil atingirmos o quociente eleitoral.”

PSDB

Recém-anunciado entre os partidos que apoiam a reeleição de Jorginho Mello (PL), o PSDB viu sua representação diminuir significativamente nos últimos anos.

A sigla chegou a ter uma cadeira na Câmara dos Deputados após Geovania de Sá assumir definitivamente a vaga deixada por Carmen Zanotto. No entanto, a parlamentar trocou o ninho tucano pelo Republicanos. Na Alesc, o partido ocupa atualmente apenas uma cadeira. O presidente estadual da sigla, Marcos Vieira, mantém o otimismo e projeta a eleição de um deputado federal e de dois a três deputados estaduais.

PDT

O PDT também ocupa apenas uma cadeira na Assembleia Legislativa. Até a conclusão deste texto, a coluna não havia recebido a resposta da direção estadual sobre as pretensões do partido para as eleições deste ano. Quando houver retorno, os dados serão atualizados. Para fins estatísticos, considerei a manutenção da atual cadeira na Alesc e nenhuma projeção para a Câmara dos Deputados.

Quais partidos chegarão mais perto de suas metas?

As metas divulgadas até o momento demonstram que praticamente todos os partidos trabalham com expectativa de crescimento. Embora os dirigentes estejam otimistas, somadas, as projeções ultrapassam significativamente o número de vagas disponíveis.

Alesc precisaria de 19 cadeiras a mais

Considerando as metas máximas anunciadas por PL, MDB, PSD, PT, União Progressista, Republicanos, Podemos, Novo, PSOL e PSDB, além da manutenção da atual representação do PDT, Santa Catarina precisaria eleger 59 deputados estaduais para acomodar todas as projeções. A Assembleia Legislativa, porém, possui apenas 40 cadeiras. Na Câmara dos Deputados, a conta também não fecha. Somadas, as projeções alcançam 27 deputados federais, enquanto Santa Catarina dispõe de apenas 16 vagas.

Ainda assim, os números ajudam a dimensionar o tamanho da disputa que se desenha para a eleição proporcional deste ano e mostram que a corrida pelas cadeiras da Alesc e de Brasília promete ser uma das mais competitivas dos últimos tempos.

Quais serão os partidos que chegarão mais perto de suas metas?
Façam suas apostas.

O quadro acima foi feito com IA, para o site, para contextualizar o atual momento político dos partidos em SC.