O prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), vai deixar a prefeitura para se dedicar exclusivamente à pré-campanha para o governo do estado. O anúncio será feito nesta terça-feira, durante o lançamento do Programa Reage Brasil, a partir das 19h30, na Igreja Get Church. Segundo a assessoria de comunicação do prefeito, João permanece à frente do Executivo até quinta-feira (dia 2 de abril), quando serão realizados os atos administrativos para a saída.
Com a renúncia, quem assume a Prefeitura de Chapecó é o atual vice-prefeito, Valmor Junior Scolari (PSD). Ele é advogado, natural de Chapecó e tem 46 anos. Sua trajetória política começou em 2008, quando disputou, pela primeira vez, uma vaga na Câmara de Vereadores, pelo então DEM, ficando como suplente. Em 2012, foi eleito vereador como o terceiro mais votado da cidade e voltou a se eleger em 2016 e 2020, já pelo PSD, quando chegou à presidência da Câmara, em 2017, ano do centenário do município. Em 2024, foi eleito vice-prefeito na chapa de João Rodrigues, que venceu com mais de 83% dos votos válidos.
A saída de João Rodrigues para disputar as eleições estaduais encerra um capítulo recente importante no PSD, quando o próprio João cogitou reavaliar a pré-candidatura após briga interna com o colega de partido Topázio Neto. O prefeito da capital queria que o PSD integrasse o projeto de reeleição de Jorginho, o que não aconteceu. O partido chegou a receber um pedido de expulsão de Topázio, mas ele saiu da sigla antes de o pedido ser analisado pelo diretório estadual. Com a questão “Topázio” resolvida e, após receber uma ligação de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, João garantiu que agora a pré-campanha é pra valer. O prazo para formalizar sua renúncia encerra-se na sexta-feira, dia 3 de abril, quando fecha a janela partidária.

Tiago Zilli vai; Antídio Lunelli, não vai
O deputado estadual Antídio Lunelli, citado como um dos nomes do MDB como opção para ser vice de Rodrigues, não irá ao ato de renúncia de hoje, em Chapecó. Já o colega de partido, Tiago Zilli, confirmou presença no Oeste e disse que embarca daqui a pouco, às 16h.
Por falar em janela, por enquanto, nem Carlos Moisés nem Paulo Alceu
Dois nomes que movimentam os bastidores políticos desde o ano passado seguem sem filiação oficial, às vésperas do fechamento da janela. São eles o ex-governador do estado Carlos Moisés da Silva e o jornalista político Paulo Alceu. Moisés, pré-candidato a deputado federal, confirmou à coluna que, nesta semana, terá novas conversas com o senador e presidente estadual do PP, Esperidião Amin. O Progressistas é a tendência de filiação de Moisés, que, antes, quer garantias de que o partido não estará com Jorginho Mello. Paulo Alceu, anunciado pré-candidato a deputado federal, chegou a ter conversas bastante avançadas com o PSD, mas deve ficar entre o Republicanos e o Podemos, siglas que já abraçaram a reeleição do atual governador.