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Celesc fala sobre a composição da tarifa e destaca que apenas 17% da conta de luz ficam com a distribuidora

15/06/2026

Durante encontro com jornalistas realizado nesta segunda-feira, no Centro de Operações Integradas da Celesc, a Companhia apresentou um panorama de suas atividades, investimentos e desafios, além de prestar esclarecimentos sobre o processo de Revisão Tarifária Periódica de 2026 conduzido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

Durante o encontro, a Celesc também apresentou os resultados e disse que se trata do maior ciclo de investimentos de sua história recente, realizado sob a liderança do governador Jorginho Mello. Segundo dados apresentados, entre 2023 e 2026, a Companhia investiu mais de R$ 5 bilhões na expansão e modernização do sistema elétrico catarinense, com obras em todas as regiões do Estado, ampliação de subestações, reforço de redes, implantação do Programa Trifásico, modernização tecnológica e melhorias na qualidade do atendimento aos consumidores.

O objetivo do encontro era o de ampliar a transparência sobre a composição da conta de energia elétrica e esclarecer uma dúvida muito comum entre os consumidores: a crença de que todo o valor pago na fatura permanece com a distribuidora.

A proposta preliminar apresentada pela ANEEL indica um efeito médio estimado de 11,77% para a Revisão Tarifária Periódica da Celesc. O percentual, entretanto, ainda não é definitivo e poderá sofrer alterações ao longo do processo regulatório.

A definição final está prevista para agosto, após a realização da consulta pública e a análise das contribuições recebidas pela Agência. A Celesc reforça que a revisão tarifária é um processo técnico conduzido pela ANEEL, seguindo metodologia nacional aplicada a todas as distribuidoras de energia elétrica do país.

Apenas 17% da conta permanecem com a Celesc

Um dos pontos destacados pela Companhia é que apenas cerca de 17% do valor pago pelos consumidores permanece com a Celesc Distribuição. Os demais recursos são destinados à compra de energia, transmissão, tributos, encargos setoriais e políticas públicas do setor elétrico definidas nacionalmente.

Atualmente, a composição média da tarifa está distribuída da seguinte forma:

  • 29% – Geração de energia;
  • 22% – Encargos setoriais e políticas públicas do setor elétrico;
  • 22% – Tributos;
  • 10% – Transmissão de energia;
  • 17% – Celesc Distribuição.

Percentuais aproximados, sujeitos a arredondamentos.

Em outras palavras, de cada R$ 100 pagos pelos consumidores na conta de energia, aproximadamente R$ 17 permanecem com a Celesc para operar, manter, modernizar e expandir o sistema elétrico catarinense. Os outros R$ 83 são destinados a diversos agentes do setor elétrico, tributos e encargos definidos nacionalmente.

Encargos e políticas públicas já superam a parcela destinada à distribuição

Entre os fatores que mais impactam a tarifa estão os encargos setoriais custeados pelos consumidores de todo o país, com destaque para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), mecanismo utilizado para financiar políticas públicas e subsídios do setor elétrico.

Entre essas políticas estão, por exemplo:

  • Tarifa Social de Energia Elétrica;
  • Incentivos a determinadas fontes de geração;
  • Subsídios previstos na legislação federal;
  • Programas setoriais definidos nacionalmente.

Atualmente, a parcela destinada aos encargos e subsídios do setor elétrico já supera a parcela destinada à própria atividade de distribuição realizada pela Celesc.

Transparência para a sociedade

Para o presidente da Celesc, Edson Moritz, é fundamental que a população compreenda como a tarifa é formada e para onde são destinados os recursos arrecadados.

“É importante que a sociedade catarinense compreenda como a conta de energia é composta. Muitas vezes o consumidor acredita que todo o valor pago fica com a Celesc, quando a realidade é exatamente o contrário.”

Moritz destaca ainda que a transparência sobre a composição da tarifa é essencial para qualificar o debate público sobre o setor elétrico.

“O consumidor tem o direito de saber como a tarifa é formada, quem recebe cada parcela dos recursos arrecadados e como esses recursos retornam para a sociedade na forma de investimentos, qualidade do serviço e desenvolvimento para Santa Catarina.”

Processo técnico conduzido pela ANEEL

A diretora de Regulação da Celesc, Pilar Sabino, reforça que a revisão tarifária segue critérios técnicos estabelecidos pela regulação federal.

“A Revisão Tarifária Periódica é um processo técnico conduzido pela ANEEL, com metodologia aplicada a todas as distribuidoras brasileiras. A proposta apresentada até o momento é preliminar e ainda será debatida em consulta pública”.

Investimentos recordes em Santa Catarina

Durante o encontro, a Celesc também apresentou aos jornalistas os investimentos realizados para preparar Santa Catarina para continuar crescendo. Entre 2023 e 2026, a Companhia realizou o maior ciclo de investimentos de sua história recente, com mais de R$ 5 bilhões aplicados na ampliação e modernização do sistema elétrico catarinense.

Os recursos foram destinados à construção e ampliação de subestações, expansão da rede trifásica rural, implantação de tecnologias inteligentes, reforço da rede de distribuição, melhoria da qualidade do fornecimento e modernização dos sistemas e processos da Companhia.