Prefeitura de Criciúma atrasa a prestação de contas e obra da macrodrenagem é paralisada

14/09/2022

A obra da macrodrenagem da bacia do Rio Criciúma, na região central da cidade foi paralisada na manhã desta quarta-feira (14). Os rumores de que isso poderia ocorrer começaram a surgir há pelo menos quinze dias. Aparentemente, a paralisação ocorreu, pois a prefeitura atrasou a prestação de contas da execução do serviço. Não tardou para que o prefeito Clésio Salvaro abrisse uma transmissão ao vivo nas redes sociais hoje cedo e disparasse: “se o estado não pagar, a prefeitura assume”. Salvaro disse que a prefeitura tem caixa para bancar o andamento da obra, caso o estado não resolva a situação.

Documentos oficiais mostram que a prefeitura já recebeu mais de 50% do valor do contrato estimado em pouco mais de 12 milhões de reais. A reação do alto escalão do governo estadual às declarações do prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, foi imediata.

O Secretário de Estado da Infraestrutura, Thiago Vieira divulgou um vídeo onde fez duras críticas à paralisação da obra e disse que o repasse atrasou pela “falta de comprometimento da prefeitura de criciúma que não fez a prestação de contas devida”. Confira o que disse o secretário:

“Nesse momento político, esses que vivem do poder, esses que gostam de fazer sempre politicagem, vem com falsas mensagens pra lhe confundir e, aqui, me cabe esclarecer e trazer a verdade. A obra da macrodrenagem está dentro de um pacote que só em 2022 fez o maior aporte de recursos da história de Criciúma, mais de 77 milhões. Para essa obra, honrando o compromisso, o governo do estado como sempre o faz Carlos Moisés, repassou, no dia 20 de março desse ano 2.6 milhões na conta da prefeitura de Criciúma. A segunda parcela foi depositada no dia 20 de abril. Por força de lei, sempre que a gente tem a terceira parcela, é obrigação da prefeitura, do prefeito Clésio Salvaro, de prestar contas do dinheiro, provar que foi executado aqueles dois milhões seiscentos e oitenta e nove mil (da primeira parcela). Pasmem os senhores, que desde março quando o dinheiro foi depositado, passou abril, maio, junho, julho e só no mês de agosto a prefeitura apresentou a prestação de contas. O compromisso do estado era em maio depositar mais uma parcela, mas não foi possível, infelizmente, pela burocracia da prefeitura e pela falta de comprometimento da prefeitura de criciúma que não fez a prestação de contas devida. Nós estamos acelerando porque é uma obra grande e nós temos responsabilidade de fazer de fato o repasse dos recursos, mas pra isso é necessário cumprir a prestação de contas que deveria ter sido feita, lá depois do mês de abril quando foi feito o pagamento da primeira parcela e que a prefeitura só fez agora no mês de agosto. Nós vamos colocar como prioridade máxima a análise da prestação de contas. Agora, não vamos ser coniventes com mentiras que estão sendo feitas na região sobre essa obra”, concluiu.

Na noite desta terça-feira (13), a assessoria do governador licenciado, Carlos Moisés, informou que durante a agenda que cumpriu no Sul, Moisés foi informado sobre a iminente paralisação e que na manhã de ontem reuniu as principais pastas, infraestrutura, Casan e Fazenda, e cobrou uma solução imediata.

“Moisés cobrou que a infraestrutura puxe e resolva a questão burocrática, inclusive vinculadas à prefeitura. Cobrou também que envie técnicos para a cidade e o local, e encontre soluções rápidas. Moisés rechaçou com veemência os comentários de perseguição política. Governador gosta de Criciúma e tem uma relação pessoal com a cidade. Solicitou, ainda, que a empresa seja chamada e retome as obras, que a Casan acompanhe a operação e que equipes se desloquem para Criciúma para dar suporte.

O convênio que deu início às obras foi assinado em fevereiro deste ano.

Prefeito Clésio Salvaro madrugou na obra paralisada e fez live no instagram. Foto: Enio Biz/4oito.
Deixe seu comentário:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Novidades no seu e-mail