Arquiteto Manoel Coelho e seu amor por Criciúma

05/03/2021
Foto: site Manoel Coelho

Morreu o arquiteto e manezinho da ilha, ainda que radicado em Curitiba, Manoel Coelho. Amigo de faculdade do prefeito Altair Guidi que, além de ajuda-lo a ser eleito em 1975, deixou sua digital em Criciúma e marcou seu nome na história da nossa cidade.

Em 2013, quando lançou seu livro intitulado “Manoel Coelho – Arquitetura e Design”, o escritor deixou claro seu amor por Criciúma. A capa do livro é ilustrada pelo Monumento Centenário ou Monumento às Etnias, criação do arquiteto. À época, o evento de lançamento contou com a presença do amigo de longa data, Altair Guidi e de seu filho, hoje deputado federal Ricardo Guidi.

A seguir, transcrevi um trecho do livro.

“- E Criciúma, quando começou seu trabalho lá?

Manoel Coelho: Criciúma começou pela marca. Em 1975, o candidato a prefeito, meu ex-colega de faculdade, Altair Guidi, me pediu pra criar a sua campanha para a eleição. Criciúma era a cidade da mineração do carvão: cinza, suja e triste. Criei o mote “Vamos dar cor a Criciúma”. Foi um sucesso e o Altair se elegeu muito bem. O trabalho para a cidade já começou entre a eleição e a posse. Nos primeiros dias da gestão desembarquei com minha equipe e um pacotaço de projetos que foi exposto na praça central em um stand de turismo.

– O que levou para lá?

MC: Eu levei uma exposição chamada “CRICIÚMA – planejando o futuro”, para apresentar à população e abrir discussões em torno das ideias.

– Você desenvolveu propostas de planejamento?

MC: Eu tinha uma cisão geral e uma enorme vontade de, junto com o prefeito, resolver os problemas da cidade. Propus a saída do aeroporto de uma área central para implantar o Parque Centenário para abrigar o Centro Administrativo, Centro Cultural, Centro Esportivo, etc. Fechamos as ruas em volta da praça principal e criamos um enorme calçadão. Eu circulava muito pela cidade e tinha um contato agradável com a população, que participava muito das discussões.”

Entre os  símbolos famosos da cidade criados pelo arquiteto, está o logotipo que depois foi incorporado a identidade visual do time de futebol da cidade, o Criciúma Esporte Clube.

Foto: Eliane Maccari

Além disso, Coelho também foi o responsável por outros projetos na cidade como o Paço Municipal Marcos Rovaris, o Teatro Municipal Elias Angeloni e o calçadão da Praça Nereu Ramos.

Manoel Coelho morreu nesta quinta, dia 4 de março, em casa, em Curitiba, aos 80 anos, em decorrência do agravamento do câncer no fígado que enfrentava.

Agradecimento à jornalista Eliana Maccari de Urussanga que nos enviou fotos de trechos do livro.

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